Apresentação


Nos últimos cem anos, quatro etnólogos abandonaram, cada qual do seu jeito, a
sempre procurada isenção científica e conviveram permanentemente com indígenas no Brasil
e no Paraguai. Assim, esses europeus ou filhos de imigrantes realizaram uma inusitada
simbiose de Gringo e Indígena.
A ação de se dedicar ao intercâmbio com o Outro (no início, um desconhecido, talvez
temido) conduz a um estranhamento, mas também a uma maior intimidade consigo mesmo.
Xamãs e profetas responderam a essa busca incondicional do Outro (do estranho, do
estrangeiro) revelando segredos centenários, até então inacessíveis a não-indígenas.
Ao transmitir o conhecimento tribal, eles contribuíram para que os etnólogos
recebessem alguma forma de reconhecimento na sua cultura de origem. Alguns cientistas
ainda são “famosos” no meio
acadêmico. Paradoxalmente, a sociedade “civilizada”, quer a brasileira, quer a paraguaia, até hoje
retribui aos indígenas com violência física e preconceito cultural, num lento etnocídio diário.
Esse e outros aspectos se expressam nas biografias dos quatro estrangeiros indígenas,
que são, igualmente, uma homenagem aos seus “selvagens” companheiros.
As biografias estão disponíveis gratuitamente neste site, à medida que cada uma delas
for concluída.




Presentación


Desde inicio del siglo XX cuatro etnólogos abandonaron la siempre buscada
imparcialidad científica cada cual a su manera y convivieron contínuamente con indígenas en
el Paraguay y el Brasil. Europeos o descendientes de éstes, realizaron así una inusitada
simbiosis de Gringo e Indígena.
Volcarse al intercambio con el Otro (al principio un desconocido, tal vez temido)
conduce a un extrañamiento, pero también a una intimidad más grande consigo mismo.
Los chamanes, los profetas, respondieron a esta búsqueda incondicional del Otro (del
extraño, del extranjero) revelándoles secretos centenarios, hasta entonces inaccesibles a los no
indígenas. Al transmitir el conocimiento tribal, contribuyeron para que los etnólogos
recebieran alguna forma de reconocimiento en su cultura de origen. Algunos todavía son
“famosos” en el medio académico.
Paradójicamente la sociedad “civilizada”, sea la paraguaya o la brasileña, hasta hoy
trata a los indígenas con violencia física y prejuicio cultural, en un lento etnocidio diario.
Estes y otros aspectos constan de las biografías de los extranjeros indígenas, que son
igualmente un homenaje a sus “salvajes” compañeros.
Las biografías se encuentran disponibles gratuitamente en este portal, a medida que
cada una de las mismas esté concluida.

Conviviendo con indígenas estes etnólogos gringos aceptaron aspectos de esa cultura y se recrearon, más allá de las apariencias.

No convívio com indígenas, esses etnólogos gringos aceitaram aspectos dessa cultura e se recriaram, além das aparências.

“Civilização” é para o indígena, por exemplo, a obrigação de vestir nova roupagem.

“Civilización” es para el indígena, por ejemplo, la obligación de usar nuevo ropaje.

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Mulher Guarani Kaiowá tecendo, sul do Brasil, 1949 © Egon Schaden.

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Indígenas Kaingang, perto de Passo Fundo, RS, 1922 © Museu do Índio

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Indígena Maxacali, nascentes do rio Itanhaem, sul da Bahia, 1939 © Curt Nimuendajú.

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Furação de orelha numa aldeia Ramkokamekra, Brasil Central, 1931 © Curt Nimuendajú

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Indígena Guarani Kaiowa, sul do Brasil, 1949, © Egon Schaden.

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Xerente tocando flauta nasal, Brasil Central, 1937, © Curt Nimuendajú.